
O que difere Maísa, uma garota de sete anos trabalhando quase sem folga, sendo exposta a uma rotina de adulto, das tão julgadas crianças vendendo balas nas ruas das grandes cidades?

Será que na televisão o trabalho infantil é tão bem mascarado a ponto de passar despercebido?
Veja o post que gerou estas perguntas!
Por: Glocalidades em 26/05/2009
às 17:55
A diferença é que ela é muito bem paga por isso, com certeza estuda num ótimo colégio, come bem, se veste bem, etc. O trabalho que ela faz, não é considerado ‘pesado’. Ela esta apresentando um programa, divertindo as pessoas, interagindo com as crianças, dando prêmios e sendo fofinha e bonitinha, o que passa uma imagem ‘suave’ da coisa.
Por isso acredito que as pessoas não enxergam o trabalho dela da mesma forma que enxergam o trabalho infantil nas ruas. Um diverte e o outro choca; e o que as pessoas querem é divertimento.
Por: Tamy em 28/05/2009
às 22:50
Infância é sempre um assunto polêmico, mas nos dias de hoje definir até que ponto alguém é uma criança, adolescente, adulto etc é mesmo complicado. Crianças que mandam em adultos, adolescentes aos trinta e poucos anos…
Maisa é de fato uma criança precoce cujo talento foi descoberto e explorado, o que entraria nessa discussão é até que ponto ela pode se submeter a isso e analisar suas condições de trabalho, que nem de longe podem ser comparadas com as de uma criança trabalhando em minas de carvão, duas realidades opostas.
Se fosse assim não existiriam atores, atrizer, cantores, artistas em geral “mirins”, nada condenável quando explorados na medida certa
Por: Aline Kiyomi em 29/05/2009
às 16:03
Acho que é um fator cultura.
Agora, as diferenças são várias. Os dois casos não são passíveis de comparação entre si.
- Pergunte para a criança do farol, se ela gosta do seu trabalho. Pergunte agora para a Maísa.
- A criança do farol vai trabalhar de manhã até a noite, caso seus “responsáveis” assim queiram. A Maísa trabalha, embora “quase sem folga”. algumas horas por dia
- A criança do farol trabalha em condições nada agradáveis – faça chuva ou faça sol, ela tem que pôr comida na mesa. A Maísa trabalha num estúdio com ar-condicionado e tem toda uma equipe de produção para satisfazer seus pedidos.
- É mais provável que qual das duas crianças desenvolva algum tipo de trauma futuramente devido a esses trabalhos?
A mída tem sim um grande poder de influência seja sobre os “sujeitos” que nela atuam ou nos “objetos” que a ela são expostos. Agora, pergunta minha: se realmente o trabalho da Maísa é ilegal, por que apesar de atuar num ambiente público, sob os olhares críticos de diversas entidades públicas e da sociedade civil, jamais tentaram proibir que ela trabalhasse no SBT (antes desse incidente do choro)?
Por: Renato em 29/05/2009
às 17:23
O ponto é: a infância da “pequena menina prodígio” está sendo perdida por conta dos seus compromissos profissionais?
Se pensarmos em uma criança de classe média hoje, ela têm inúmeros cursos no seu horário “livre”, o “brincar” fica para quando não tiver mais mais nenhuma obrigação (extra)escolar e para lugares seguros. Mas o Lazer está defendido na CF desde 1988 como direito fundamental, no mesmo nível da educação.
As crianças perdem sua infância para virarem pequenos adultos, o problema que é quando crescem já é tarde demais.
Por: Thiago Toshio em 29/05/2009
às 18:02